terça-feira, dezembro 15, 2009

007 - Quantum Of Solace

Se algum dia existiu a decepção,... Não, ela existe e duas de suas formas são Cassino Royale e Quantum Of Solace. O 1º foi imperdoável... O 2º matou a série!
(Vou matar cachorro à grito)

1º - O Ator:
Daniel Craig não tem charme ou senso de humor para o papel... nenhum. A persona saiu mais um Stallone, um assassino frio sem intelecto ou brilhantismos que um distinto cavalheiro inglês. Sei que o estilo é decadente, mas torná-lo mais atual e recuperar um pouco de seu modelo é o que fez vingar até então a série.

2º - O Desenvolvimento da Trama:
O filme só chega a seu foco principal no meio, há enrolação até então e, ao fim, embaralha um monte peças confusas que serão revelados no próximo filme. (Inconcebível! Filmes da série sempre se ateram em atrair o público à sequência com a própria qualidade, não com histórias incompletas)

3º - Fuga da Tradição:
A série é cheia de tradições. Ok, algumas poderiam ser quebradas, viraram clichês irritantes, porém o personagem principal foi descaracterizado, perdeu a pose, virou corpo sem cérebro, virou um psicopata ao invés de um agente. Além disso, os diálogos inteligentes e disputados entre ele e seus adversários foram mortos, também. Sendo um mero filme de ação, sem a aventura ou o plano secreto que se revela aos poucos.

(Se bem que durou dois filmes,... No 1º, não se contou nada. No 2º, contou-se tudo de uma vez)

4º - Bondgirls:
Não passam de meras histórias paralelas, não chegam a se envolver direito com o agente e nem mesmo representam mulheres mais independentes e versáteis como nos filmes de Pierce Brosnan.

5º - Os Vilões:
Mal abordados, falam que estão cheio de comparsas e tudo mais, porém Bond é mais ajudado que eles, tanto que, ao que parece, eles morrem por mão "invisíveis" cheias de óleo, enquanto Bond tem mais contatos que tudo, ou seja, Bond não precisa fazer nada. O vilão paraticamente morre sozinho, porque Bond tem amigos na CIA, no MI-6, em qualquer serviço secreto. (Nos outros filmes, sempre Bond tinha a menor quantidade de contatos e tinha quer correr atrás...)

6º - Os desfechos:
No fim, tudo volta ao zero. Bond está sozinho esperando emprego e não curtindo :} por ter salvo o mundo, o MI-6 não cheira nem fede mais... para eles não importa se o vilão é impedido ou não como nos outros filmes. Ou seja, a persona é destruída assim como sua razão de ser.

Solução: Acabe-se com os filmes de 007 antes que fique pior (não sei como, mas sempre tem como), faça-se um filme mais tradicional e encerra-se a coletânea.

2012

A análise pode parecer vaga e sem caráter, visto que não fiz questão de assistir ao filme, porém uma obra cinematográfica cuja capa é a destruição do Cristo Redentor, sem nenhum ator/atriz brasileito(a) visível no elenco não passa de sensacionalismo.

Mais indignante é o desapego do brasileiro ao nacionalismo, não ufanismo, mas ao respeito ao lugar que o abriga. Aceitar absurdos como esse, pior, pagar para isso. Pensava que nosso povo era despatriado quando vi o sucesso do 4º Indiana Jones (Rio Amazonas terminar nas Cataratas do Iguaçu? E eu pensava que o Rio Tapajós com esse fim no 007 fosse o cúmulo), mas vejo agora que cospe no prato que come.

Não sou anti norte-americanismo ou ufanista, nosso cinema precisa melhorar apesar de jóias como "Cidade de Deus". Nosso orgulho, nossa soberba sem justificativa é sem caráter, porém jogar na cara que é brasileiro e sustentar essa piada estrangeira de nossa terra (Asssistindo a qualquer coisa em função de sua capa) torna-se contradição ainda maior.

Redirecionamento: Cinema

Visto que tenho mais tempo livre agora para expressar-me por esse meio. Decido debater um pouco sobre filmes. (Rebaixo-me sim,... fazer o quê?)

segunda-feira, setembro 14, 2009

Renúncia

Há algum tempo que aqui não posto (Desculpe-me a rebuscagem, excesso de sonetos). Mas ontem foi domingo e missa é um assunto cotidiano. Nela, o padre, "convicto" como sempre, nos pregava sobre a renúncia do homem a si próprio e, a seguir, a conquista de sua cruz e "acompanhamento" de Cristo.
Há um porém! Devemos realmente abandonar nossa essência humana para seguir algo que nem mesmo conhecemos, sem uma base humana?

O que nos torna melhores pode ser tanto a interpretação da bíblia como a aprendizagem dos nossos erros. Sem os últimos, que definem, de fato, nossas ações na Terra, acabamos como seres incompletos e passivos que tendem a depender profundamente do mundo para reagir. Deixamos de ser meros mortais pecadores para sermos meras estátuas em que podem estar grafadas as melhores mensagens, que jamais, porém, conseguem tomar uma atitude própria. Nessas estátuas, um céu sem pecados e erros, desapego ao mundano, a inércia eterna sem ação, só reação, e às vezes.

Em geral, a natureza infantil se dá na passividade e/ou atividade excessivas (no caso, "e" quando bebê e depois criança). A frequência com que são vistas as crianças menos rebeldes, mais obedientes (não pelo respeito, inauguralmente, mas pelo medo que os pais as fazem tomar do mundo, é o controle paterno isso) em famílias cujo futuro "intelectuo" será ouvido já mostra uma elite despretenciosa e egoísta, mais preocupada com seus medos que em compreender o seu redor.
Dessa elite, partem as igrejas, a maioria cristã, que modelam as mentes jovens pelo medo da inaceitação por Deus, logo em seguida, pela sociedade que vê em Deus SOMENTE uma válvula de escape, uma solução. E isso nos tira responsabilidade, queira QUALQUER instituição ou não, com a realidade.

Renunciar a nós mesmos, aos nossos pecados e erros é não só negar a realidade, também aos aprendizados dos erros e à tentativa de prever erros alheios a fim de alertá-lo, o "pecador". Renunciar é desistir! Por isso, não se deve desistir, contudo aprender e ser aberto, assim, às opiniões que nos dão.

domingo, julho 12, 2009

Folclore Brasileiro

Parece-me inadequado, antiprofissional, desrespeitoso e algo repetido, ou seja, mídico tratar do livro "Crítica da Razão Tupiniquim", porém modesta aos anos que se passaram, é hoje obra impreterível para quem queira fácil passar na UnB (quem não é de Brasília pode não se importar, mas se torna engraçada a contradição entre a autodenominação e a intituição).

O livro trata, em boa parte, do "jeitinho" brasileiro de sempre contornar as regras e se dar bem no final. Pois bem! Compare-o ao extenso folclore tido por nós e, sem dúvidas, perceberemos o quanto a porrada que nossa cultura mereceu era necessária.

Em todos os "causos" que li, uma aparição misteriosa pairava sobre uma comunidade, uma instituição (família, igreja, escola, etc), uma pessoa. Uma maldição terrível sempre se concretizava. Corrupção, a solução. Era necessário, sempre fazer algum favor ou dar algo de "valor" ao ente (cachaça, fumo em boa parte das vezes).

Além da inversão de valores, não tentar descobrir um meio honesto de derrotar a "criatura" e apelar para a "venda" de sua alma mais alguma coisa, tais contos demonstram a ignorância que reina sobre o nosso povo. Sem sequer procurar explicação racional aos fenômenos, o indivíduo usa (digo com muita possibilidade) desses "causos" para estabelecer algum medo no companheiro, ou seja, dominar de alguma forma. Isso também quando já é dominado.

Em síntese, nossa cultura é tímida (cobarda), romântica (exagerada), fantástica (ignorante), corrupta (não "há" sinônimo). Tememos sem procurar solução o que desconhecemos, por isso nos deixamos enganar fácil, além de tentar contornar o problema sem resolvê-lo (ou seja, vai acontecer de novo).