segunda-feira, junho 29, 2009

A mídia eleva,... a mesma destrói

Mundo contemporâneo, a informação tornou-se principal instrumento, é o marco dessa era, tal quais os gregos marcaram a era clássica, a Igreja Católica o fez com a era medieval, entretanto, num mundo tão conectado, globalizado, ainda não se faz marcante a valorização das virtudes, a carência de contradições e, principalmente, o devido valor ao indivíduo, não só individual, porém social, virtuso, reflexivo e subjetivo.
A informação transformou-se, não, melhor, evoluiu extraordinariamente para uma arma eficaz, um símbolo de poder, domínio, instrumento para atender até aos mais profundo desejos. Passou de meio a usuário... A mídia usa as pessoas como recursos, por seus carismas e "suas" ideologias.

Michael Jackson, por exemplo, (Deus o mantenha longe do veneno GLOBAL) um superastro, não, um talento que despontou numa época racista fundindo o funk (antigo), música de preferência negra, e o rock, preferida por brancos. Segundo sua biografia (Não se tem muitos esconderijos ao Wikipedia), filho entre um monte cujo pai explorou-os financeiramente até o momento culminante, jamais quis ter perdido sua infância.
Isso adido a uma perseguição massiva da mídia permitiu que o cantor se consolasse nos braços de sua admiradora... Nada dura a eternidade! Sua necessidade em recuperar o tempo perdido o fez tentar seguir crianças, acompanhá-las, tê-las como colegas para que se sentisse mais jovem. Quanto às acusações, difícil é provar algo que tão fácil foi de dizer. Mesmo os acusadores se renderam ao verde, portanto quem é mais errado na história: o réu ou os pais, principais cúmplices.
A mídia, sempre amiga, companheira, alertou todo o mundo o que um sujeito perseguido (pelo pai, pela imprensa), traumatizado, saudosista pode fazer sozinho com uma criança inocente... Mas é claro, todas as provas eram concretas, nenhuma acusação foi retirada, nenhum perfil psicológico deixou de ser analisado; os fatos são tão verídicos quão as fotos do monstro do lago Ness, que perto de Jackson chega a ser humano...

Rídiculo, puramente, ausentar toda a culpa da manipuladora mídia a ponto de desumanificar um ser humano por conta de seus traumas e os reflexos dos últimos. A imprensa, principalmente, divulga matérias e enaltece culturas que lhe trarão leitores, ouvintes e telespectadores, porém assim que o estrago já foi feito, a persona, coitada, é descartada e mesmo, como Michael, usada como pretexto de piada e escândalos.

Penso já no principal culpado: A mídia... não VOCÊ! Leitor ingênuo, infantilizado que não busca a infância, porém que jamais amadurece por xingar "ídolos" intimidados pela mídia, sem se imaginar na pele do ser e refletir no abuso que as televisões, os rádios, entre outros, fazem da vida pessoal de quem puxam ao topo!

quarta-feira, junho 24, 2009

Humildade

A humildade pode se afirmar como uma das virtudes menos procuradas ou mesmo valorizadas. Se não me engano é um dos principais valores citados na bíblia, além disso, característico da principal persona no documento. Infelizmente, esse valor é tratado como um sentimento de fracos, derrotados e que não sabem curtir a vitória. Mas é um valor aos "fracos", cite-se os judeus que sempre foram pisoteados em sua história (não se esqueça da 2ª Grande Guerra), mas hoje são os monopolistas do mundo.

A geração jovem dos anos 70 e 80 conheceu esse valor, não podiam ter tudo o que queriam e nem sempre exercitar e condicionar suas habilidades. Isso a tornou mais reflexiva e valorizadora do esforço pessoal. Esse pessoal também teve pais esforçadíssimos (pelo menos, a classe média), que trabalhavam dia e noite e descarregavam, por vezes, as frustrações nos filhos. Logo, esses filhos se tornaram pais que tentariam compreender melhor a cria e compartilhavam ensinamentos que não obtinham paternalmente.
Citou-se a união, a compreensão, o apreço pelo esforço próprio, porém, dentre os valores que reinaram, eis a humildade: Era uma geração que atravessou diversas crises e não pôde ter luxos, em sua maioria, por isso desprezavam a esnobação e procuravam evoluir levando consigo seus colegas, vendo, sem auxílio de educandos senão o mundo, que seria preciso melhorar toda a comunidade para obter adido o êxito pessoal.

A atual geração, muito infelizmente, não absorveu todos esses valores. De fato, tomou como "virtude" a arrogância, o preconceito e o egoísmo. Por quê? (Para quem realmente reflete, essa postagem, senão a maioria é inútil) Vivemos numa época dominada por mídia, onde o resultado da prosperidade torna-se o sendentarismo dos jovens (vídeo games, tv, rádio, computador), não que já houvesse anteriormente, mas sim que é mais, muito mais propagado hoje.
A mídia que, por meio de publicidade, lucra com o sendentarismo estimula o jovem a se manter em casa. Como as empresas precisam gerar necessidades entre a população, o jovem , principalmente, é levado à imoralidade, a busca pelo poder sem preocupar-se com a satisfação da "consciência" para consumir psicólogos, alucinógenos, comida, antidepressivos, entreternimento, a própria social (fatores que geram "ótimas" notícias e reportagens adidos de publicidade).
A humildade, dos valores, é a mais atacada. Por desenhos animados, recordes, sensacionalismo (pré-julgamento de tudo), novelas com amantes que não suportam ser superados, músicas críticas (postas a informação oposta de forma a afirmem).

Exemplos:

O católico diz,
O envagélico também,
o satanista o quis,
o ateu parece ir além,
Lá vai o espírita,
também segue o xiita:
"Sua religião não presta!
Seus conceitos são pegos de maneira imposta!"

O jovem que tira,
o jovem que cola,
o jovem que bagunça,
o jovem que esmurra,
o jovem que picha a escola,
o jovem que diz: "Nunca vencerá mesmo que ele vença",
o jovem que passa reto,
o jovem que porém é indiscreto,
o jovem que enaltece a vaidade,
o jovem que distorce a verdade.
Jovem só o é de idade,
morrerá um velho elitista que sempre foi sem piedade,
ainda que, de cara, seja um pobre,
um pobre de espírito. Sua prole que sobre!

quinta-feira, junho 18, 2009

Pais

Diga-se de passagem: Os pais nunca recebem o valor que merecem. Ou são superestimados, ou detestados. A melhor maneira para definir seu apreço é refletir. Entretanto, somente após os tombos, é aproximadamente determinável quanto seus pais merecem de volta.

O fato de sua mãe carregá-lo no útero pelos SEMPRE memoráveis 9 meses torna-a imbatível contra os mais diversos tipos de argumentos. Logo, o pai reflete a pessoa de mais fácil análise: Ele é bom, se dá a grana, afeto ou presenteia. Ainda assim é o sujeito mais incompreendido: tem de frequentar as reuniões de pais e mestres, dar o sermão, receber menos presentes (inclusive no aniversário e dia dos pais), em geral, sustentar a prole.

Algo que penso poucos terem pensado: Excesso de afeto é pior que nenhum. Pais que são supervalorizados jamais se conformam com a partida do querido, ou não, filho(a) para o mundo cruel. Sim, o mundo é um pedófilo! Abusa dos menores, que precisam nele se envolver ao menos uma vez na vida.
Esses pais não aceitam serem deixados de lado e chegam ao comportamento de namorado(a) ciumento(a) por isso. Logo, aconselho a desviar todo o afeto de seus pais para... si próprio.

Quando se chega à maturidade, percebe-se inevitavelmente que todo o afeto, o carinho, o cuidado, a atenção, tudo isso, para o mundo, foi uma troca equivalente sem contrato formal, ou seja, o abandono é certo. Para os pais, é a primeira parcela para com todos os "cuidados" por eles tidos com você. Em síntese, você é o Brasil e eles, Europa e EUA: Você nunca conseguirá retribuir a não ser que seus pais sejam humildes e se contentem com o que você consegue (às vezes, se pode, mas a carne é fraca) dar.
Cuidar de si próprio é o caminho ao paraíso (terreno, é claro!). Todos ao seu redor não pretendem retribuir o mínimo ao que você faz, isso se tratando de atitudes valorosas. Seus pais são excessão, eles retribuem adiantado e além do necessário para cobrar juros desde que você nasce.

Quanto às mães: Em geral, superprotetoras, porém as que menos lhe entendem por causa dos seus tios recém saídos da anágua de sua mãe. Esse desconhecimento do filho, que os pais costumam a herdar, explodirá na adolescência do indivíduo que revolto por seus pais terem usado de seu afeto como moeda de troca e reduzir as despesas "basicas" para casa.
Por exemplo, um adulto deprimido demora uma hora no banho, por causa da conta, uma criança nesse estado nem quer, mas o adolescente passará horas a fio refletindo e relembrando brincadeiras não brincadas na infância. Um adulto estressado tende a comer, uma criança estressada é fácil de satisfazer, um adolescente estressa quem tiver ao seu redor (característica dos pais que estressados estressam os filhos que estiverem por perto).

Portanto, 9 meses é algum tempo, porém um filho revolto usará da mesma desculpa para importunar os netos. Os avôs tentaram tomar partido da criança. Como, quem muda de partido, só o faz no gogó... Já sabe, vai tomar na testa!

quarta-feira, junho 17, 2009

Morte

Assunto extremamente trágico em circunstâncias "normais", segundo os valores tão precisos e queridos da sociedade, é a morte. Algo superável, tão típico a ponto de ser tratado banalmente por um indivíduo, nesse momento, eu discordo que deva ser isso.

Interessante talvez e o ponto que desejo e preciso levantar nessa postagem é o quanto as pessoas evitam refletir "racionalmente", não com a frieza, a calma, a insensibilidade de um cientista, porém tentando conferir seus erros, suas atitudes e seus conceitos.

Meu professor de artes (não lhe cito, pois não é devido) disse à minha turma que, nessa semana, era o sexto aluno dele que morrera. Ele enalteceu o quanto esse fato pode parecer comum, banal, porém que individualmente não é assim sentido tão facilmente. Expressou não querer sentir de outra forma, porque isso não nos torna humanos.
Pois é! Um professor! É preciso um professor para gerar alguma autoreflexão baseada na morte de quem se gosta.

E isso me dá desgosto! É difícil não expressar diretamente o que sinto, mas todo esse sarcasmo, toda essa indiferença ou mesmo, o uso dessa morte para continuar sem enxergar seus passos, tudo isso me mata lentamente.
Entrei no orkut de meu melhor amigo e postei uma mensagem lembrando o quanto devemos cuidar de quem nos é próximo, levando em conta a morte sempre (excetua-se em casos de Murphy) imprevisível, ao acaso. Ele me respondeu segundos depois que a morte não era um assunto a ser tratado, ou assim deu-se a entender.

Percebo agora o quanto a morte é para os vivos pior tormento. A perda, a saudade, o desgosto, o trauma, tantos aspectos demais numeráveis. Também noto que, meus companheiros, minha geração, prole mais próxima é cobarda, não procura novos desafios, enfrentar questões pertubadoras, se deixa manipular por diversas mídias (Internet, jogos, tv, música, filmes, leitura) a fim de que elas lhe dêem todas as respostas.
Isso denota não só cobardia, também preguiça por parte desses infelizes em procurar uma forma de atenuar a dor trazida pela morte. As pessoas, agora, têm como base que é só uma fase da vida e os próximos precisam superar e seguir em frente.

"Seguir em frente?" E como se fará isso? Não se ouve (pelo menos, EU NÃO OUÇO!!!) como diminuir a perda antes que ela ocorra de novo, sofrer menos. Isso, aqui, explicito!
Como cantava Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque, se você parar pra pensar, a verdade não há!" As pessoas, entes queridos devem ser tratados com mais zelo, cuidado. E a partir do momento em que se deixa alguém, principalmente que lhe ama, de lado (seja por jogo, popularidade, romance), esse ente já está sendo sepultado por você!

Amar, verbo tão maldito,
quando inconjugável o dito
passiva-analíticamente.
Amor, a voz que nunca será grito,
não passará de um suspiro perdido
que domina do coração à mente.

Pena! Ouve-se inclusive sarcasmo, ironias e idiotismos sem finalidade alguma senão o riso. É o zelo não tido com os mortos que se reflete na morte de quem você ama, gosta e na eternidade para com os entes mais odiados e desprezados.
Pergunta: Serão esses idiotistas os mesmos que não zelam pelos amados e queridos? Muito provavelmente.

Conclui-se, de passagem, que ao meu redor, a mídia prega o idiotismo como combate à morte. Mas afirmo: A cova, de quem lhe é querido, de quem lhe quer, você cava com o descuido, a falta de zelo, por fim, o desapontamento.

terça-feira, junho 09, 2009

Diálogo

Segundo o que consigo recordar, diálogo é definido por Platão como a indagação de um certo tópico, que leva a diversas indagações sobre a primeira. No fim, quem fez a afirmação contestada, quer dizer, indagada ganha como prêmio a reflexão antes de falar.

Pois bem! Esse método acho eu ser pouquíssimo concluído no mundo em que vivemos, no mínimo, proporcionalmente.
Uma conversa começa, em grande parte das vezes, com uma afirmação questionável senão contém afirmações questionáveis sobre o tópico.
O melhor é que... Ninguém vai contestar se você for popular! Sua informação é tida como verdadeira, principalmente se possui fontes "confiáveis" como uma certa empresa global que anda pelo Brasil nas últimas cinco décadas.

Aplicação da lei de Murphy:
-E quando há um questionamento? Bem, é porque o falante gosta de se expressar e a mídia o está contradizendo.
-E quando há um questionamento racional? É levado em conta por alunos sedentos de informação(desesperados pela prova de amanhã).
-E quando o assunto é o cotidiano (por exemplo, desenhos de tv) e não cai necessariamente (ou seja, nunca em seus sonhos, mas sim na realidade) em prova, os ouvintes se tornam espontaneamente falantes e mudam a posição de seus corpos, evitando dar atenção ao antigo falante.

Isso demonstra:
-O respeito que se tem pela opinião alheia;
-O quanto professor pode ser subjetivo;
-Que o sistema educacional que se tem desde a Idade Média nunca deixará de ser eficiente;
-Ronaldo!!!
-O quanto um jogador de futebol sofre após ganhar duas copas do mundo;

Enfim, o diálogo seria o discorrimento de um assunto por seu questionamento (E não me obrigue a simplificar, MERDA!!! Acho que essa palavra pode predominar sobre o porra, ou não), façanha de Chuck Norris (Ando lendo demais a desciclopédia!) agora, porque o povo jamais se interessou nisso, só quando a merda aconteceu, e as mídias agora só se dirigem ao público! :)

Afinal, a popularização da política (o povão estar se dando melhor, a elite, como sempre, e a classe média tomando no couro) tem lá tantas vantagens se o povo, por isso, pensar menos do que já pensava!!!!!!!!!!