A informação transformou-se, não, melhor, evoluiu extraordinariamente para uma arma eficaz, um símbolo de poder, domínio, instrumento para atender até aos mais profundo desejos. Passou de meio a usuário... A mídia usa as pessoas como recursos, por seus carismas e "suas" ideologias.
Michael Jackson, por exemplo, (Deus o mantenha longe do veneno GLOBAL) um superastro, não, um talento que despontou numa época racista fundindo o funk (antigo), música de preferência negra, e o rock, preferida por brancos. Segundo sua biografia (Não se tem muitos esconderijos ao Wikipedia), filho entre um monte cujo pai explorou-os financeiramente até o momento culminante, jamais quis ter perdido sua infância.
Isso adido a uma perseguição massiva da mídia permitiu que o cantor se consolasse nos braços de sua admiradora... Nada dura a eternidade! Sua necessidade em recuperar o tempo perdido o fez tentar seguir crianças, acompanhá-las, tê-las como colegas para que se sentisse mais jovem. Quanto às acusações, difícil é provar algo que tão fácil foi de dizer. Mesmo os acusadores se renderam ao verde, portanto quem é mais errado na história: o réu ou os pais, principais cúmplices.
A mídia, sempre amiga, companheira, alertou todo o mundo o que um sujeito perseguido (pelo pai, pela imprensa), traumatizado, saudosista pode fazer sozinho com uma criança inocente... Mas é claro, todas as provas eram concretas, nenhuma acusação foi retirada, nenhum perfil psicológico deixou de ser analisado; os fatos são tão verídicos quão as fotos do monstro do lago Ness, que perto de Jackson chega a ser humano...
Rídiculo, puramente, ausentar toda a culpa da manipuladora mídia a ponto de desumanificar um ser humano por conta de seus traumas e os reflexos dos últimos. A imprensa, principalmente, divulga matérias e enaltece culturas que lhe trarão leitores, ouvintes e telespectadores, porém assim que o estrago já foi feito, a persona, coitada, é descartada e mesmo, como Michael, usada como pretexto de piada e escândalos.
Penso já no principal culpado: A mídia... não VOCÊ! Leitor ingênuo, infantilizado que não busca a infância, porém que jamais amadurece por xingar "ídolos" intimidados pela mídia, sem se imaginar na pele do ser e refletir no abuso que as televisões, os rádios, entre outros, fazem da vida pessoal de quem puxam ao topo!