segunda-feira, setembro 14, 2009

Renúncia

Há algum tempo que aqui não posto (Desculpe-me a rebuscagem, excesso de sonetos). Mas ontem foi domingo e missa é um assunto cotidiano. Nela, o padre, "convicto" como sempre, nos pregava sobre a renúncia do homem a si próprio e, a seguir, a conquista de sua cruz e "acompanhamento" de Cristo.
Há um porém! Devemos realmente abandonar nossa essência humana para seguir algo que nem mesmo conhecemos, sem uma base humana?

O que nos torna melhores pode ser tanto a interpretação da bíblia como a aprendizagem dos nossos erros. Sem os últimos, que definem, de fato, nossas ações na Terra, acabamos como seres incompletos e passivos que tendem a depender profundamente do mundo para reagir. Deixamos de ser meros mortais pecadores para sermos meras estátuas em que podem estar grafadas as melhores mensagens, que jamais, porém, conseguem tomar uma atitude própria. Nessas estátuas, um céu sem pecados e erros, desapego ao mundano, a inércia eterna sem ação, só reação, e às vezes.

Em geral, a natureza infantil se dá na passividade e/ou atividade excessivas (no caso, "e" quando bebê e depois criança). A frequência com que são vistas as crianças menos rebeldes, mais obedientes (não pelo respeito, inauguralmente, mas pelo medo que os pais as fazem tomar do mundo, é o controle paterno isso) em famílias cujo futuro "intelectuo" será ouvido já mostra uma elite despretenciosa e egoísta, mais preocupada com seus medos que em compreender o seu redor.
Dessa elite, partem as igrejas, a maioria cristã, que modelam as mentes jovens pelo medo da inaceitação por Deus, logo em seguida, pela sociedade que vê em Deus SOMENTE uma válvula de escape, uma solução. E isso nos tira responsabilidade, queira QUALQUER instituição ou não, com a realidade.

Renunciar a nós mesmos, aos nossos pecados e erros é não só negar a realidade, também aos aprendizados dos erros e à tentativa de prever erros alheios a fim de alertá-lo, o "pecador". Renunciar é desistir! Por isso, não se deve desistir, contudo aprender e ser aberto, assim, às opiniões que nos dão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Interessante o seu modo de pensar. No entanto, nem posso ir contra o que diz, embora eu seja algum tipo de católica convicta da minha fé.







Um detalhe: Acho que sou a única quem lê seu blog. Parabéns por alguns textos. Um abraço, Raíssa.
E essa verificação de palavras é um saco! rs