segunda-feira, maio 25, 2009

Consumo Musical

Os fones de ouvido são tratados como um vício, um hábito sem prós e, pior, maléfico à saude humana. Não discordo dessas avaliações atéias (Explicarei mais tarde o porquê desse termo).

Os fones de ouvido ligados, sim, são maléficos à qualquer noção mínimo de saúde, pode ser tratada como poluição auditiva literalmente, mas há de se concordar que frequência com Jornal Macional e MTV (Music Television Vomitation) incluem idem com poluição visual de bônus.

Diria a grande média da humanidade, eu, que a tecnologia MP3 tem como maior utilidade ao usuário a seleção mais fácil do que se quer consumir. Afinal, rádio todo dia só para quem é Maria (vai-com-as-outras).

A grande questão que ninguém, pelo menos, a maioria emagadora, não mira é o porquê do abuso desse aparelhos infernais, dos quais se vive trocando o fone ou procurando como adicionar mídias audiovisuais e atualizar grátis.
A resposta-propaganda: A tecnologia MP3, além de ser compacta quanto aos CDs, discos, fitas e mais um porrilhão de troços "pouco" portáteis, permite que você manipule com mais facilidade o que quer escutar. Seja organizando listas de reprodução ou pondo somente as músicas que você quer ouvir de um album.
Ou seja, você não precisa absorver mais do que quer sobre algum assunto ou qualquer porcaria que queiram que você escute.

A resposta que culpa a sociedade: "Sua desgraça, você prega tantos dogmas como transforma nos mesmos qualquer crítica a eles direcionada. Você só gera leis ou transforma atitudes em lei. Se o código penal já estressa, com isso, você deprime!!!"

O dito anteriormente quer dizer formalmente que a sociedade padroniza tudo e todos, pelo menos até redefinir seus padrões (ciclo durador médio de séculos ou décadas). Uma expressão sequer de descontentamento antes era motivo de empalamento (não queira descobrir o que significa), porém hoje é divulgada mundialmente.
O que torna tão difícil a absorção dessa expressão? Nada! Só o fato dessa expressão ser utilizada somente em alguns casos (em benefício de quem ou que ela critica) e de ser mesclada a um porrilhão de ideias inúteis, surpérfluas, superficiais ou criminais, antissociais (Preciso de mais citações?).

Outra vertente da resposta seria: A depressão. Com tantos padrões, tantas decepções e diversos paradoxos, uma pessoa vê-se obrigada a ser um indivíduo (Ou seja, deixe de ser mulherzinha, seu veado!!). O ordinário vai ter que pensar: "Por que isso? Estou errado? Mas todos que me dizem isso também estão!". E nesse momento, o indivíduo, ordinário começará a refletir.
Toda essa reflexão chega em algum lugar. Porra nenhuma! O ordinário entenderá que errou, mas todos os críticos dela assim também o fizeram; e toda vez que ele criticou, falhou igualmente. Portanto ou calará o bico, ou criticará o próximo como a si mesmo. E verá nas músicas a crítica pessoal e social que lhe faltava.

Irônia é como o que esse "cidadão" criticava, quando dividido, ou seja, se você analisar as músicas da MTV individualmente, uma parte menor, geralmente brasileira e tipicamente das décadas passadas, vai lhe ser impresssionante por refletir toda sua vida pessoal e questões sociais que algum dia lhe englobam, principalmente nos generosos vestibulares.

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