Todas as pessoas que conheci em meu novo colégio, poucas são as excessões, deixam de me cumprimentar muitas vezes. Pessoas com as quais já conversei, já tive bom entendimento. Isso me frustra, pois joga também no baú todas lições do que se deve ser.
Em geral, são pessoas que argumentam em defesa própria sem procurar afirmar ou confirmar os erros próprios (já me deparei com esse tipo no colégio anterior); procuram erros nas avaliações, ao invés de analisar se ocorreu algum erro de sua parte; e principalmente desvalorizam gestos de cortesia.
Lembre-se dos bolos de aniversário da cidade de São Paulo. Costumam a se enormes, de aparência desejável, ainda que sejam para o povão. Esse último corre sobre o bolo, estoca 70% dele e só saboreia 2,5% do mesmo. No fim, falam que o bolo é ruim e que o cozinheiro devia ter se envenenado com ele.
Bem, é esse o tipo de tratamento que recebo (se mereço, o aproveitador, ou melhor, o usuário tem que me explicar).
Nessa minha escola, o esporte é grátis e opcional. Mentirinha! Inclui-se na mensalidade e é obrigatório se não houver comparecimento a educação física, aos sábados (Quem faz alguma coisa nos sábados, devia ser no domingo também!).
Minhas relações sociais do basquete (esporte que eu preferi) de lá não saem, só os colegas, porque encontrá-los depois é despedício (de muitas coisas, não indague o quê, droga!). Costumam a ter seu próprio círculo lá fora.
Penso agora que as máscaras a mim se mostraram muito mais literalmente do que se esperava. Minha aparência não é de um narciso, contudo não sou reprovável. Meu jeito de falar, mais intelectual, quem nem escrevo agora é motivo de afastamento. Não sou intelectual, mas queria ser para poder me distanciar desse tipo de vida. Conviver com máscaras, aprendê-las e utilizá-las sem ser capaz de amostrar-se.
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