É rídiculo! Ficar preso numa cadeira, num sofá, atrofiando as nádegas, e dando maior atenção àquilo que a qualquer outra coisa é ridículo! Meu melhor amigo, quando vem me visitar, pede o favor (A representação INVOLUNTÁRIA de nossa nação), descer a mão no mouse de meu PC num ataque de Parkinson para "uppar" sei lá quantos níveis, e sequer um filme comigo assiste (Evocarei esse tópico adiante).
Sei que há a participação do jogador na trama, porém... exclui quem está ao seu lado e quem realmente quer alguma coisa com você, um diálogo, uma lição, uma brincadeira.
Percebo agora um terrível e extintor paradoxo: O homem está vivendo a serviço da mídia, cujo propósito, ao menos o original, é oposto. Meu amigo vive para jogar RPG, não! Não expressei certo. A parte da vida que serviria para dedicar a alguém próximo, eu especificamente, é investida (Duvido!) em jogos que me roubam a atenção que jamais terei em meu próprio lar.
Por outro lado, a ironia (na maioria das vezes). Jogos são objetos de consumo que algumas vezes, não sempre, apontam o dedo na cara do usuário e diz: "Seu consumo é sua ruína!". Como exemplo, Final Fantasy, Kingdom Hearts (não me avalie, a pouco consegui meu 1º video game, um PS2). Se eu abordasse como esses jogos representam, simbolizam isso, eu já estragaria de vez, mais do que o faço agora, com a iniciativa de reflexão deles.
O outro lado da ironia: Ao mesmo tempo que tentam lançar essa reflexão na mente tapada, por assim dizer, os jogos incentivam ao EXTREMO o consumo. Neles, necessita-se constante uso de armas e a posse de mais fortes, acúmulo de capital (Diga-se de passagem que vivemos num mundo completamente socialista e que não há nenhuma mensagem "subliminar" capitalista nisso), a banalização da morte (exceto a sua) por fins egoístas ou de terminar o jogo. Precisa-se citar mais?
Continuarei o assunto em breve...
Já deve ser bem massante ler todas essas linhas contínuas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário